ESTE MUNDO POSSÍVEL http://www.estemundopossivel.com.br/ ESTE MUNDO POSSÍVEL pt-br Blogs e Posts ESTE MUNDO POSSÍVEL HORA DE DOBRAR A APOSTA NA POLÍTICA http://www.estemundopossivel.com.br/blog-ler.php?cod=292

A sobrevida do governo Temer é campo fértil para a aventura populista

Comentei outro dia numa conversa que democracia e certeza são coisas que não combinam. E lembrei na mesma hora de Hannah Arendt tratando do caráter imprevisível da política e de sua dimensão para além dos negócios de governo.

Antipetista, meu interlocutor admitia que Temer vai mesmo cair. Mas preferia que ele ficasse até a definição de um democrata para substituí-lo, alguém que trouxesse a certeza de que o país não será entregue a um populista de esquerda ou direita. Entre os seus temores, o de o brasileiro ter de optar entre Lula e Bolsonaro na próxima eleição.

AVANÇO DO POPULISMO

Penso exatamente o contrário. É claro que esse dilema pode se impor em diferentes cenários, seja com eleições antecipadas ou não. Mas creio que ele será mais provável na medida em que o governo Temer demorar a cair.

Cada dia a mais com Temer no poder mais conturbadas deverão ser as eleições de 2018 e maior será o avanço eleitoral dos populismos de esquerda e direita, aniquilando as chances de alternativas democráticas.

Quanto mais tempo durar a blindagem de Aécio Neves, flagrado pedindo propina à JBS e armando contra a Lava Jato, maior é a ameaça de jogar por terra o trabalho da Força Tarefa para processar Lula como chefe da organização criminosa petista.

O sucesso — felizmente cada vez mais improvável — da articulação para salvar Temer e Aécio também é ruim, a meu ver, para a retomada do crescimento sustentável da economia, para as reformas e para a continuidade do combate à corrupção e à impunidade. O cenário de um governo desmoralizado, de mais recessão e mais impunidade vai gerar mais perdedores, mais ressentidos e mais revoltados contra a política. Campo mais fértil, portanto, para a aventura populista.

SOCORRO A TEMER E AÉCIO

Registre-se que as táticas de socorro a Temer e Aécio são as mesmas usadas pelo PT para socorrer Lula, Dilma e seus “heróis do povo”: acusações de golpismo e de abusos de juízes, do ministério público e da mídia, sem falar nos argumentos sórdidos de que a corrupção sempre existiu por aqui e de que o brasileiro só não é corrupto quando não consegue ser.

Desde o impedimento de Dilma, considero errada a aposta no governo Temer. Ele teria de ser presidente, é claro, por imposição constitucional. Mas era evidente que o vice de Dilma e a quadrilha do PMDB não resistiriam dois anos e meio e, portanto, não poderiam ser a ponte para 2018.

Naquela ocasião existiam caminhos democráticos e constitucionais para encurtar o mandato de Temer, que foram ignorados intencionalmente pelo comando das forças políticas que assumiram o poder.

Um deles seria o TSE cumprir o dever de julgar a cassação da chapa Dilma-Temer e o Congresso aprovar a emenda do deputado Miro Teixeira de eleições diretas para um novo presidente legitimado pelo voto popular para levar o país até 2018. O julgamento foi empurrado com a barriga para que Temer nomeasse novos membros do tribunal que iria julgá-lo. E a proposta de Miro foi desconsiderada.

Houve, portanto, condições para um pacto político legítimo. Mas optaram pelo pacto contra a Lava Jato.

DESTINO TRÁGICO DO PSDB

Pode ter sido avaliação equivocada de alguns e foi seguramente irresponsabilidade e oportunismo de outros tantos embarcar na canoa furada com os bandidos que ajudaram a eleger e deram sustentação aos governos do PT. Por isso me desfiliei do PSDB, que se tornou no governo Temer o que o PMDB foi nos governos do PT.

O destino trágico do PSDB, que fez oposição nos 13 anos de governo petista e agora se vê desmoronar como alternativa democrática de poder também evoca Hannah Arendt com suas reflexões sobre a irreversibilidade da ação política.

Lula e o PT traíram a confiança da militância, dos eleitores e desmoralizaram a política para milhões de brasileiros. Aécio e o PSDB seguiram caminhos que levam ao mesmo lugar. Desembarcar agora do barco afundado de Temer é o que tem de ser feito, mas não vai consertar os erros cometidos.

Mesmo nos piores momentos procuro ser moderadamente otimista. Acho que o Brasil vai se livrar de muitos falsos líderes e de algumas quadrilhas da política com a continuação da Lava Jato. Tem muita gente fazendo a coisa certa na Polícia Federal, no MP, na justiça e na imprensa. Muitos crimes foram descobertos, alguns bandidos estão presos e alguns bilhões estão sendo resgatados. A sociedade está machucada mas também está mais atenta. Não vai ser fácil parar este processo virtuoso.

DIÁLOGO HONESTO E RESPEITO À DIFERENÇA

Por mais espertas que sejam as narrativas do PT e por mais bem articuladas que sejam as manobras do PMDB e do PSDB, as máscaras vão caindo a cada dia. Qual a diferença de Gilmar Mendes para Lewandowski e de Alexandre de Moraes para Toffoli? Os sofismas dos advogados e assessores de Temer e Aécio são idênticos aos do Cardozão e do Instituto Lula.

Então, o que fazer? A velha pergunta de Lenin é uma espécie de eterno retorno na política. Em primeiro lugar, entendo que é preciso respeitar a Constituição e defender as instituições democráticas. Depois, não acreditar em salvador da pátria e se convencer que melhores escolhas políticas surgem do diálogo honesto e do respeito à diferença. Isso vale para construir um pacto político legítimo, como fizeram outras sociedades em momentos de crise, e é condição necessária para a multidão ir para a rua novamente se as instituições não fizerem o que lhes cabe.

Recorro outra vez a Hannah Arendt, “pensadora da crise e de um novo início”, nas palavras do professor Eduardo Jardim. Acho que, para os amigos da democracia, é hora de dobrar a aposta na política como campo de convivência entre diferentes e também como oportunidade de recomeço.

 

04/06/2017 20:17:00
PERSEGUIÇÃO AO JORNALISTA SIDNEY REZENDE: ATAQUE AO JORNALISMO E À LIBERDADE DE EXPRESSÃO. http://www.estemundopossivel.com.br/blog-ler.php?cod=291

Toda vez que vejo um episódio de intolerância e perseguição, seja política, religiosa, ideológica ou o que for, mais suspeito de que não há diferença entre o caçador de bruxas e o aprendiz de feiticeiro. Além do dano para a pessoa atingida e para a sociedade, o efeito bumerangue acaba acontecendo.

Pois é, feito o nariz de cera, vou ao ponto: conheço Sidney Rezende há 25 anos. É um dos melhores jornalistas do país. Seu trabalho na televisão e no rádio tem sido lastreado na competência e na ética. É também um empreendedor. Mesmo empregado em grandes empresas da mídia desenvolveu negócios próprios. Seu portal SRZD é independente e plural. Sidney mantém um blog rico em observações inteligentes e corajosas, com linguagem serena e elegante.

Sidney Rezende foi contratado para trabalhar na EBC por seu valor profissional. Foi umas das poucas coisas positivas na fase final do governo Dilma. Ele certamente melhoraria a programação e o ibope das emissoras do grupo. Foi uma estupidez ter sido descontratado no começo do governo Temer.

O portal SRZD concorre no mercado publicitário e veicula anúncios em troca de retorno de audiência para empresas privadas e públicas, como os demais órgãos de imprensa. Também é deplorável a retaliação publicitária que está sofrendo do governo.

Jornais, revistas e pessoas nas redes sociais veicularam acusações levianas sobre o contrato de Sidney som a EBC. Os valores estão nos parâmetros do mercado e o seu trabalho não esteve nem está a serviço de governos e partidos. Inclui-lo na lista dos chamados “blogueiros sujos”, além de ser uma injustiça serve para confundir os menos informados, botando juntos um jornalista de verdade com outros que não honram a profissão.

Usar a mudança de governo e a dramática situação política do país para afastar do trabalho um profissional competente e cortar publicidade de um veículo independente são atos de vingança e oportunismo de consequências graves para a sociedade. Isso não atinge apenas o jornalista Sidney Rezende. É um ataque ao jornalismo, à imprensa, à liberdade de expressão e à democracia.

Este caso vergonhoso da perseguição a Sidney Rezende, associa gente revanchista, ressentida e desinformada.

Voltando ao nariz de cera: quem promoveu e se beneficiou da corrupção deve enfrentar a justiça. Jornalistas de aluguel perdem credibilidade, que é o valor maior da profissão. Vingadores são estúpidos e covardes. Os piores são os que agem em nome de causas e bandeiras. Reproduzem as práticas daqueles que dizem criticar. E acabam sendo alcançados de volta pela violência e pela injustiça que promovem.

 

06/07/2016 17:39:00
FIM MELANCÓLICO DO REGIME PETISTA http://www.estemundopossivel.com.br/blog-ler.php?cod=290

Só há uma coisa a comemorar nesse fim melancólico do regime petista. É o gosto que boa parte da sociedade tomou pela política.

Ninguém tem motivo para ficar alegre com a decepção dos que foram enganados pelo discurso da esperança e da justiça, com o desespero dos desassistidos pelos serviços públicos e muito menos com a frustração dos 8 milhões de desempregados e a inquietação dos 60 milhões de endividados inadimplentes.

Sobra ansiedade diante do legado de inflação, queda na produção, sucateamento da saúde e da educação, destruição da Petrobras, rombos no FGTS e fundos de pensão, disseminação da corrupção, acirramento de conflitos sociais, a angústia de todo um país.

Não há o que festejar e também não é preciso esperar a decisão da Câmara no próximo domingo sobre o impeachment da presidente Dilma – ou o julgamento final do Senado – para celebrar o réquiem do governo. O regime petista acabou. O que presenciamos hoje é a agonia de seus fantasmas, o estertor de uma presidente irada discursando para claques no palácio, o esforço frenético para comprar aliados e o rumor patético dos acólitos reverberando a narrativa farsesca de um golpe.

A presidente acusa o processo de impeachment de golpe. Não é verdade. O pedido formulado por Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaina Paschoal tramita desde dezembro no Congresso, seguindo rito definido pelo STF, com respeito ao contraditório e ao direito de defesa, totalmente às claras, com cobertura da imprensa e amplo debate na sociedade.

A presidente diz que as pedaladas fiscais e demais delitos apontados no pedido de impeachment não configuram crimes. Não é verdade. São atos de sua responsabilidade direta que ferem leis e a Constituição.

A presidente atribui a crise a adversários que não a deixam governar. Não é verdade. Ela não governa porque é incompetente, arrogante e está desmoralizada por chefiar um governo responsável pelos maiores escândalos de corrupção de que se tem notícia no planeta.

A presidente afirma que seus adversários querem destituí-la para acabar com os programas sociais. Não é verdade. Nenhum líder ou força política é capaz de governar o Brasil sem preservar e aprimorar os serviços públicos, as políticas afirmativas e a distribuição de renda.

Os regimes não morrem do dia para noite. Vão morrendo. Quando acabou a ditadura no Brasil? Em 1979 com a anistia e a revogação dos atos institucionais? Em 85 com o fim do governo Figueiredo? Ou em 88 com a Constituição? Ou foi muito antes, quando o modelo econômico esgotou e a resistência da sociedade aumentou?

Quando terminou o regime petista? O petismo do sonho socialista sequer chegou ao poder. Logo no primeiro mandato, Lula entregou a economia aos bancos, sem nenhum sistema de freios e contrapesos, iniciando uma era de lucros recordes, taxas de juros recordes e endividamento geral de uma população seduzida mais pelo consumismo que pelo bem estar.

O petismo da honestidade e da justiça também não alcançou o poder. Foi logo trocado pela aliança com o empresariado mais voraz e com as lideranças políticas mais retrógradas, que rapinaram a Petrobras, o BNDES, a poupança voluntária e compulsória dos trabalhadores em conluio com a máquina política e burocrática do partido.

Quando terminou o regime petista? Foi com a decisão de comprar a alma dos movimentos sociais anulando sua potência crítica? Foi com a decisão de substituir a política pelo leilão de apoio parlamentar com o Mensalão? Foi com a decisão de aparelhar as estatais e órgãos públicos transformando a corrupção em política pública? Foi com a decisão de tornar a mentira seu principal cabo eleitoral?

Seja qual for o resultado da votação na Câmara de Deputados neste domingo, 17 de abril de 2016, será apenas mais uma etapa dessa história vergonhosa. Se Dilma, Lula e o PT vencerem, a agonia vai continuar com o acirramento da crise, o aprofundamento da Lava Jato, o processo de cassação da Chapa Dilma-Temer no TSE e a pressão popular.

Se Dilma, Lula e o PT perderem, o governo que surgirá terá de ser transitório. Deve durar o suficiente para convocar eleições limpas e dar posse ao presidente eleito. Se não fizer isso, vai ser breve do mesmo jeito, igualmente por conta da Lava Jato, do processo no TSE e da pressão popular.

O legado positivo de toda essa crise é a politização da sociedade. Hoje a política está no coração, na cabeça, na conversa e na preocupação do brasileiro. Os milhões que se manifestam nas ruas e nas redes contra a corrupção, o aparelhamento e a destruição da economia não vão admitir a continuidade desse governo nem vão aceitar gambiarra política dos que abandonam o barco do petismo na hora do naufrágio.

A maioria absoluta dos cidadãos quer a saída de Dilma e o fim do regime petista. E não quer mais jeitinho. A sociedade tomou gosto pela luta. Sabe que vai ter de resgatar o próprio destino. Vai ter de reconstruir o Brasil. O caminho é o debate político, o voto e a democracia.

14/04/2016 00:29:00
SOCIEDADE NÃO ACEITA GAMBIARRA POLÍTICA. GOVERNO TEMER TERÁ DE SER DE TRANSIÇÃO. http://www.estemundopossivel.com.br/blog-ler.php?cod=289

Cidadão toma gosto pela política na rede e na rua

Podem ter certeza: quem foi pra rua no 13 de março não vai aceitar gambiarra política. A sociedade sabe que um eventual Governo Temer não terá capacidade para tirar o Brasil da crise política, moral e econômica. O governo que surgirá do impeachment de Dilma terá de ser transitório, o mais breve possível. Deve durar o suficiente para convocar eleições limpas e dar posse ao presidente eleito. Se não fizer isso, vai ser breve do mesmo jeito em decorrência da Lava Jato, do processo de cassação da Chapa Dilma-Temer no TSE e da pressão popular.

A sociedade dobrou a meta no dia 13 de março. Deu mais um passo na campanha democrática para afastar do poder a organização criminosa que desgoverna o Brasil. E vai perseverar. Mais de 6 milhões de brasileiros deram o recado claro nas ruas: não queremos mais a quadrilha de pixulecos e acarajés destruindo o nosso presente e roubando o nosso futuro. A maioria absoluta dos cidadãos quer a saída de Dilma e o fim do regime petista. E não quer mais jeitinho. A sociedade tomou gosto pela luta. Vai resgatar o próprio destino. Sabe que vai ter de reconstruir o Brasil. E que o serviço vai ser duro. O dia 13 de março de 2016 já é um marco da democracia. Lula, Dilma, PT e asseclas escorrem melancolicamente para o esgoto da história. Os que não ouvirem a voz da sociedade correm o risco de ir junto.

#ImpeachmentJá
#DecideTSE
#EleiçõesLimpasJá

26/03/2016 10:39:00
ELEIÇÕES LIMPAS JÁ! http://www.estemundopossivel.com.br/blog-ler.php?cod=288

Nas ruas pelo Brasil no dia 16 de agosto. No Rio: Copacabana, Posto 5, às 11 horas. Informe-se sobre a hora e o lugar da manifestação em sua cidade.

Uma das melhores coisas das manifestações livres mobilizadas em rede é a possibilidade de cada pessoa sair de casa com a sua bandeira, o seu cartaz e o seu grito. No dia 16, o meu será “Eleições Limpas Já!”. E se sobrar garganta, vou gritar também “Fora Dilma! Fora Temer! Fora Renan! Fora Cunha!”.

Só acredito em reconstrução política e econômica do Brasil legitimada pelo voto em eleições limpas, livres dos abusos no uso da máquina pública e da propaganda eleitoral paga com os bilhões desviados dos impostos e roubados das empresas estatais e das repartições.

Só acredito em caminho de saída dessa crise a partir de um amplo debate, com regras democráticas, sem a desconstrução criminosa de candidatos, envolvendo as principais lideranças políticas do país, como Aécio, Marina, Caiado e outros do campo da oposição, confrontando com os candidatos do PMDB e do PT, cuja aliança trouxe o país a este estado de calamidade.

Temer não é solução porque é indissociável de Dilma e porque lidera o PMDB. Não podemos fingir que não sabemos que o PMDB forma com o PT uma imensa organização criminosa que tomou conta do estado brasileiro para reproduzir poder e enriquecer seus comparsas. Não podemos fingir desconhecer que as mesmas manipulações e fraudes que elegeram Dilma também elegeram Temer.

PT e PMDB lideram uma grande frente conservadora e corrupta. Reúnem a oligarquia mais perversa e retrógrada num concubinato com o populismo mais irresponsável e o capitalismo mais atrasado e feroz. Dilma, Temer, Renan e Cunha são farinha do mesmo saco em que chafurdam também Lula, Sarney e Collor. Um saco furado. Se têm diferenças, se agora brigam entre si num salve-se quem puder, o problema é deles. Todos têm de ser expurgados do mapa político para que os brasileiros voltem a ter alguma chance de futuro .

PT e PMDB são adversários do Brasil, da sociedade e da democracia. Não chegamos a esse ponto para apoiar nenhum de seus chefes.

Mas se você pensa diferente, não quer mais saber do PT e da Dilma, mas acha que Temer é purgante que pode funcionar na transição, vá em frente. Escolha o seu grito e vá pra rua no dia 16. Defenda a Operação Lava-Jato, defenda a liberdade de imprensa, exija a devolução do dinheiro roubado, o fim da impunidade. Aplauda o juiz Sérgio Moro. Não aceite passivamente pagar a conta da incompetência e da corrupção. Brigue contra a inflação e o aumento dos impostos. Reclame dos serviços públicos ruins. O que não falta é motivo para engrossar o cordão da mudança e da reconstrução do Brasil.
 

12/08/2015 01:17:00
IMPEACHMENT DE DILMA: A HISTÓRIA SEGUE SUA MARCHA http://www.estemundopossivel.com.br/blog-ler.php?cod=287

Ação por crimes contra finanças públicas e falsidade ideológica é protocolada

Os partidos de oposição PSDB, DEM, PPS e Solidariedade protocolaram nesta terça (26 de maio de 2015) representação junto à Procuradoria-Geral da República para abertura de investigação contra a presidente pela prática de crimes contra as finanças públicas e de falsidade ideológica.

Vale ler a entrevista do jurista Miguel Reale Jr à BBC Brasil: “Esta ação de crimes comuns tem o mesmo efeito do impeachment, que é o afastamento da presidente de suas funções enquanto o processo é julgado, caso seja aceito”. O procurador pode arquivá-la ou encaminhá-la ao STF. Ao encaminhá-la ao STF, os ministros têm que requerer autorização da Câmara para processar a presidente. Dada a autorização por votação com dois terços dos parlamentares, a presidente fica 180 dias afastada do cargo.

Segundo o jurista não há recuo da oposição quanto ao impeachment. “Foi uma questão de estratégia, de saber qual era o melhor caminho neste instante. Muito pelo contrário, o processo criminal é mais grave do que o impeachment". Esta ação não impede os pedidos de impeachment, que poderão ocorrer a partir das investigações da Operação Lava Jato.

LINK PARA A ENTREVISTA.

27/05/2015 18:28:00
PETISMO E O ENGODO DA DEFESA DOS POBRES http://www.estemundopossivel.com.br/blog-ler.php?cod=286

Para seguir no poder, o PT invoca o monopólio da justiça social, demoniza a crítica e reinventa a direita no Brasil.

O que o PT fez de si mesmo enoja a sociedade e envergonha a esquerda. O que o PT fez de si não lhe autoriza a invocar o monopólio da preocupação com os mais pobres. Aliás, ninguém pode invocar o monopólio da solidariedade, da dignidade e da luta pela justiça social. Todos os que invocam isso produzem ditaduras e mais injustiça.

De tempos em tempos é escrito um artigo que merece destaque nas antologias do gênero, por sua oportunidade, clareza, contundência e elegância. É o caso do texto da escritora Rosiska Darcy de Oliveira, publicado neste sábado (25/4/2015) no Globo, intitulado ‘A implacável lógica da mentira’.

Com poucas e certeiras palavras, Rosiska desvela a manipulação petista. O PT demoniza a crítica, reinventa a direita, ressuscita o fantasma da ditadura e dilata o engodo apodrecido da defesa dos pobres no afã de escapar da autodestruição e, claro, para ficar no poder, custe o que custar.

Rosiska também clareia o que o PT faz que não vê: “Somos muitos no Brasil os herdeiros de um princípio de solidariedade e de igualdade, que um dia definiu a esquerda. Somos muitos, ancorados em uma consciência democrática, a honrar essa herança sem renunciar à inegociável liberdade”.

Esses muitos constituem o limite da vergonhosa aventura petista e trazem a esperança de superação da crise e reconstrução do Brasil com liberdade e democracia.

http://oglobo.globo.com/opiniao/a-implacavel-logica-da-mentira-15969923

26/04/2015 17:36:00
IMPEACHMENT DE DILMA: A FILA TEM DE ANDAR EM BRASÍLIA http://www.estemundopossivel.com.br/blog-ler.php?cod=285

O que não falta é batom na cueca do governo. A oposição tem de fazer o dever de casa e preparar uma ação juridicamente consistente.

Esta é a minha fala (video abaixo) pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff na manifestação de 12 de abril em Copacabana, Rio de Janeiro. A fila em Brasília tem de andar. Milhões de pessoas foram às ruas duas vezes em todo o país pelo impeachment. Dois em cada três brasileiros, segundo o Datafolha, querem que o Congresso Nacional inicie o processo. A oposição não pode fugir à responsabilidade. Tem de fazer o dever de casa e preparar uma ação juridicamente consistente. O que não falta é batom na cueca do governo. Pedir o impeachment é um direito constitucional da sociedade. É a defesa dos que foram iludidos pela propaganda e estão sendo prejudicados pelo governante.

Video: Altamir Tojal, 12 de abril de 2015, Copacabana, Rio.

15/04/2015 18:13:00
ENCONTRO MARCADO COM A DEMOCRACIA NESTE DOMINGO, 12 DE ABRIL http://www.estemundopossivel.com.br/blog-ler.php?cod=284

MAIS IDÉIAS DE FRASES PARA NOSSOS GRITOS, CARTAZES E FAIXAS

Estamos na reta final da mobilização para as manifestações de 12 de abril de 2015 pela democracia e a reconstrução do Brasil. O Governo Dilma demonstra incapacidade de solucionar a crise política e econômica que o país atravessa, dilapidando oportunidades e comprometendo o futuro dos brasileiros. O Partido dos Trabalhadores aposta numa reforma política golpista e na convocação à violência para sufocar a crítica, calar a oposição e impedir a alternância do poder de forma democrática. É a sociedade na rede e nas ruas que está pressionando por alternativas políticas democráticas para o país vencer esta crise.

Temos o desafio de enfrentar esse projeto de reprodução de poder baseado na corrupção e na mentira. Peço sua participação e ajuda na mobilização para as manifestações do próximo domingo, dia 12 de abril, convidando sua família e seus amigos. Vamos fazer novamente uma manifestação pacífica e alegre. No Rio, será em Copacabana, Posto 5, às 11h.

O caminho é longo pela frente. Nada vai ser resolvido da noite para o dia. Devemos seguir unidos, respeitando as diferenças que existem entre nós. Vamos dobrar a aposta na paz e na democracia. Vamos turbinar a nossa disposição e perseverar na luta. É nesta corrente que está a esperança de um futuro melhor para o Brasil.

SUGESTÕES DE FRASES PARA 12 DE ABRIL DE 2015:

Não vamos pagar a conta da incompetência e da corrupção.
Corte de metade dos ministérios e dos cargos em comissão no governo.
Combate à corrupção: transparência no BNDES e demais estatais.
Apoio ao juiz Sergio Moro e à Operação Lava Jato.
Afastamento do ministro Tofolli do julgamento do Petrolão.
Mais Moro e menos Tofolli!
Não a parlamentares processados em cargos de direção e de comissões do Congresso Nacional.
Corte de um terço no custo do Legislativo.
Pela democracia: não à reforma política golpista do PT.
Pela liberdade de expressão: contra o controle da imprensa.
Paz e democracia para reconstruir o Brasil.
Não aos aumentos de impostos e de preços.
Defesa do emprego e dos direitos trabalhistas.
Educação sem doutrinação nas escolas.
Fora Dilma! Fora PT! Lula nunca mais!

08/04/2015 18:36:00
ENTRE O GENERAL STÉDILE E O CAPITÃO BOLSONARO, O FALSO DILEMA http://www.estemundopossivel.com.br/blog-ler.php?cod=283

O brasileiro vai reafirmar em 12 de abril a opção pela paz, pela liberdade e pela democracia.

Na tentativa de dar sobrevida a seu governo, o PT avança no esforço de confundir a sociedade e provocar a secessão no Brasil.

Enquanto Dilma e seus ministros admitem que as manifestações contra o governo são democráticas, os robôs e o que resta da militância petista ecoam o bordão de que os manifestantes são golpistas. Repetem essa mentira milhões de vezes regidos por seu Goebbels reencarnado marqueteiro.

Ao mesmo tempo, petistas e aliados constroem a falsa expectativa de que as manifestações levarão a sociedade a ter de decidir entre o General Stédile, do exército convocado por Lula, e o Capitão Bolsonaro, que quer a volta dos militares ao poder.

A sociedade brasileira não quer o General Stédile nem o Capitão Bolsonaro. E deixou isso claro no dia 15 de março.

A sociedade não quer a violência do Exército de Stédile. A sociedade quer paz e respeito à Constituição.

A sociedade não quer a intervenção militar do Capital Bolsonaro. A sociedade quer a intervenção popular com respeito ao seu voto.

O brasileiro vai reafirmar em 12 de abril a opção pela paz, pela liberdade e pela democracia.

O brasileiro quer um estado que assegure o direito de trabalhar e produzir. Não aceita pagar a conta dos erros políticos, da incompetência e da corrupção do PT e seus aliados. Não aceita mais inflação, impostos e desemprego.

O brasileiro quer justiça célere para os que saqueiam o estado e as empresas públicas. Não aceita impunidade.

O brasileiro quer saúde, educação, transporte e segurança. Não aceita um governo partilhado por políticos, empreiteiros e burocratas corruptos.

O brasileiro quer um sistema eleitoral que respeite o seu voto, campanhas limpas e partidos comprometidos com programas. Não aceita pacotes e projetos que prometem mudança e entregam continuísmo.

A sociedade vai ser capaz de vencer a organização criminosa que desgoverna o Brasil com o poder legítimo da Constituição.

12 de abril vai ser maior.
 

23/03/2015 11:39:00
PETISMO E REPRESSÃO http://www.estemundopossivel.com.br/blog-ler.php?cod=282

A escalada de violência do PT é legitimada pela narrativa que rotula a resistência de golpista. A resposta da sociedade será a manifestação pacífica de 15 de março.

A Ditadura de 1964 usava a polícia e as forças armadas para reprimir manifestantes. O PT usa agora milícias pagas com dinheiro público para espancar as pessoas que se atrevem a criticar o governo.

Tenho 66 anos e participei de manifestações contra a ditadura. Deste aquela época não presenciava tanta repressão como a que vivi ontem (24 de fevereiro de 2015) em frente à Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro.

Na ocasião, Lula fazia na ABI uma ato em “defesa da Petrobras”, o que equivaleria a um ato de Hitler em defesa dos judeus na Alemanha Nazista. Os manifestantes que criticavam essa farsa foram tratados a porrada pelos petistas.

Ao contrário do que diz uma parte da imprensa, não houve briga nem troca de socos. Os manifestantes que criticavam o Petrolão foram agredidos por centenas de milicianos uniformizados com camisas do PT, que distribuíram socos, pontapés e xingamentos.

Fomos cerceados em nossa liberdade de expressão pela ação violenta dessa milícia. A maioria dos manifestantes teve de se dispersar e muitos desistiram de voltar. Os poucos que resistiram continuaram a ser agredidos mesmo depois da chega da polícia militar. A violência foi extrema, como testemunham dezenas de filmes e fotos veiculados nas redes sociais e em alguns órgãos da imprensa.

NARRATIVA DO GOLPISMO

Essa escalada de violência está sendo legitimada por uma narrativa construída há anos por dirigentes, marqueteiros e intelectuais petistas.

O núcleo dessa narrativa é a acusação de golpismo a cada crítica e contestação. Dilma, Lula, lideranças e a militância petista usam e abusam cada vez mais essa imputação.

Há alguns dias escrevi que o padrão de resposta do PT à crítica está cada vez mais próximo da propaganda da Ditadura de 1964. O PT chama a resistência de “golpista”; a ditadura chamava de “subversiva”. O PT rotula a oposição como “direita”; a ditadura rotulava como “comunista”. O PT espalha que os adversários “não gostam do povo”; a ditadura espalhava que os adversários “não gostavam da Pátria”.

Agora o PT espanca os opositores no meio da rua para impedir que se manifestem, como fazia a Ditadura, com o respaldo dessa narrativa, que também pretende justificar a censura e impor à sociedade a naturalização da corrupção, do aparelhamento do estado, do controle das instituições e da aliança com as oligarquias mais retrógradas e os setores mais vorazes e do empresariado.

É a mesma narrativa que tenta justificar a destruição da democracia, a censura, os assassinatos e as prisões de opositores na Venezuela, Argentina e outros países vizinhos, apoiados pelo governo petista no Brasil.

RESPOSTA À VIOLÊNCIA EM 15 DE MARÇO

O PT privatizou a Petrobras para empreiteiros e outros magnatas amigos. Abriu para eles os cofres do BNDES e dos outros bancos públicos. Escancarou as portas de ministérios, repartições e outras empresas públicas. E tapou os olhos dos órgãos de controle e agências reguladoras. Em troca, obteve apoio para permanecer no poder compartilhando o saque ao estado brasileiro.

O governo dá sinais de que perdeu o controle da economia e a iniciativa política. O recurso à violência revela o desespero do PT.

A resposta da sociedade será a manifestação pacífica de 15 de março em todo o Brasil. O PT não vai conseguir derrubar a fronteira da democracia no Brasil.

A ABI NESSA HISTÓRIA

Acho que a ABI errou ao alugar o espaço para este evento petista. É claro que o PT poderia fazer em dezenas de auditórios, mas escolheu a ABI para forçar a ligação do nome da entidade com o ato.

Até onde estou informado a ABI não endossa o ato petista realizado em sua sede. O presidente da ABI, Domingos Meirelles, não participou do evento. Confio que ele e a maioria da diretoria e do conselho da entidade querem manter a ABI independente, para poder exercer a missão de defesa da liberdade de expressão.

Entendo que devemos apoiar o presidente e os diretores e conselheiros da ABI que têm essa posição e devem estar enfrentando pressões fortíssimas para levar a ABI para o mesmo triste destino da OAB, UNE e outras entidades que se transformaram em repartições do governo petista.
 

25/02/2015 11:51:00
A roupa nova do rei http://www.estemundopossivel.com.br/blog-ler.php?cod=281

Tanta mentira, por tanto tempo e para tanta gente, acabará por encontrar seus limites. Texto do jornalista Luiz Fernando Brandão.

Para quem não se lembra do conto de Andersen, e indo direto ao desfecho: somente quando o menino, desconhecedor ainda das maldades do mundo, denunciou o óbvio — o rei, ensandecido, desfilava nu — foi que a multidão caiu em si e a farsa, enfim, pôde ser revelada.

O que vem acontecendo em Pindorama, desde os primeiros capítulos da grande (esperemos que não interminável) novela, lançada nos idos de 1808 e mais recentemente turbinada com os episódios do Mensalão e do Petrolão, em muitos aspectos faz lembrar a alegoria do grande escritor e poeta dinamarquês do século 19.

Ao que parece, o garotinho já deu o grito, a multidão já caiu na gargalhada mas, surpreendentemente, o rei continua a desfilar, impávido, cercado pelos seus acólitos, como se nada tivesse ocorrido.

Pior: um imenso e prodigamente remunerado time de alfaiates — leia-se, criminalistas, marqueteiros, blogueiros e assemelhados – segue, agora com vigor redobrado, empenhado em modelar e costurar novas e ainda mais fantásticas roupas para Sua Majestade. Todas elas, claro, com o mesmo fio invisível...

O rei, todos podem ver, desfila nu mas não perde a pose. O garotinho, agora escorado em inquéritos policiais e delações premiadas, grita cada vez mais alto. Os que ousam rir e debochar da autoridade máxima e de sua corte (seja, indignar-se e manifestar indignação) são acusados de golpismo e de crime lesa-pátria.

Mas isso não muda nada: assim como é e sempre será impossível ocultar a nudez com fios e tecidos urdidos pela imaginação, tanta mentira, por tanto tempo e para tanta gente, acabará por encontrar seus limites.
 

23/02/2015 11:32:00
PETISMO E DITADURA http://www.estemundopossivel.com.br/blog-ler.php?cod=280

O PT usa o mesmo padrão do discurso da ditadura para desqualificar a crítica, fabricar inimigos e justificar a aniquilação da oposição e da resistência.

O padrão de resposta do PT à crítica está cada vez mais próximo da propaganda da Ditadura de 1964.

O PT rotula a oposição como “direita”; a ditadura rotulava como “comunista”.

O PT chama a resistência de “golpista”; a ditadura chamava de “subversiva”.

O PT espalha que os adversários “não gostam do povo”; a ditadura espalhava que os adversários “não gostavam da Pátria”.

É o mesmo padrão do discurso da ditadura para desqualificar a crítica, fabricar inimigos e justificar a aniquilação da oposição e da resistência.

Eu tinha 16 anos quando ditadura começou. Já atuava no movimento estudantil e participei da resistência desde o dia primeiro de abril de 1964.

Hoje revivo com tristeza o sentimento de perplexidade em relação às pessoas que defendiam o regime de censura, tortura e terror da ditadura.

É o mesmo que tenho em relação aos que defendem o regime petista, esta aliança putrefata entre a oligarquia mais retrógrada, o capitalismo mais atrasado e a nomenklarura mais voraz no assalto e na destruição do país.

Essa gente se enrola em bandeiras vermelhas para justificar o roubo da merenda das crianças e do remédio nos hospitais, o saque às empresas estatais, a precariedade dos serviços públicos, a desorganização da economia e a conspiração contra a democracia.

O PT desmoraliza a esquerda, coisa que a ditadura não foi capaz. E ressuscita a direita estúpida, que pede a intervenção militar.

Como a ditadura, o PT destruiu os sonhos e empobreceu o futuro de toda uma geração.

Resistir é preciso.
 

09/02/2015 11:47:00
CHANTAGEM CONTRA A RESPONSABILIDADE FISCAL http://www.estemundopossivel.com.br/blog-ler.php?cod=279

Resistência aumenta na sociedade e partidos de oposição vão ao STF.

O adiamento para a próxima semana da votação do projeto do governo que derruba a meta fiscal de 2014, com a consequente desmoralização da Lei de Responsabilidade Fiscal, decorreu da falta de quórum promovida pela própria base do governo.

O Executivo chantageia o Congresso e a sociedade ameaçando parar obras, suspender pagamentos de fornecedores, cancelar investimentos, eliminar desonerações, reduzir investimentos, cortar emendas parlamentares e outras maldades. E ainda põe na mesa do jogo os nomes dos futuros ministros da área econômica.

Em troca, o PMDB chantageia o governo exigindo a eleição do líder Eduardo Cunha para a presidência da Câmara e a nomeação de Henrique Eduardo Alves para o Ministério da Integração Nacional. E sabe-se lá mais o quê.

É bem provável que vai ter acerto entre o governo e a base neste fim de semana e a chamada Lei do Calote de Dilma tem grande chance de ser aprovada no dia 2 de dezembro.

Aumenta a resistência contra a desmoralização da responsabilidade fiscal, conquista da sociedade que é um dos pilares da credibilidade da política econômica e da gestão pública no Brasil. É de extrema violência a iniciativa do governo de derrubar a meta fiscal, impondo a mudança na lei orçamentária para encobrir o seu descumprimento.

Só restou à oposição levar a matéria para a Justiça, com um mandado de segurança no STF para suspender a tramitação e o questionamento da validade da prestação de contas enviada por Dilma ao Congresso. E a nós resta fazer toda a pressão possível contra mais este disparate do governo.
 

27/11/2014 07:55:00
DILMA SABIA http://www.estemundopossivel.com.br/blog-ler.php?cod=278

A roubalheira e a incompetência do PT impõem à presidente a renúncia ou o impeachment

Dilma e o PT insistem em tratar todos os demais brasileiros como imbecis. Ela se supera em desfaçatez ao comentar os desdobramentos da Operação Lava-Jato. Não consegue disfarçar o propósito de escamotear os fatos e as manobras para evitar as investigações. Foi Ministra das Minas e Energia, Chefe da Casa Civil, presidente do Conselho de Administração da Petrobras. É a presidente da República. E finge surpresa com as revelações da corrupção bilionária na empresa.

A presidente e o PT repetem o padrão do Mensalão: negam os crimes, sabotam as investigações, acusam os que buscam justiça e os que noticiam o escândalo, protegem e aplaudem os delinquentes. Não demonstram arrependimento algum. Não se desculpam à sociedade por roubar o dinheiro dos impostos, por destruir empresas e instituições públicas, por agir contra a democracia, por desviar recursos que poderiam ampliar o acesso da população pobre à saúde, educação, transporte público e segurança.

Está na hora de Dilma pedir desculpas ao Brasil pelo assalto à Petrobras. Está na hora de parar de dizer que autoriza investigações que não dependem dela. Está na hora de parar de dizer que o governo não atrapalha as investigações, porque isso não é favor do governo a ninguém.

Está na hora da presidente pedir para ir embora.

Se não sair, corre o risco de ser saída.

Renúncia ou impeachment? A presidente parece não ter outro caminho. A roubalheira e a incompetência do PT impõem a Dilma um destes dois destinos. Essa lição a sociedade brasileira aprendeu. É como disse Lula depois do impeachment do companheiro Collor: “(...) foi uma coisa importante o povo brasileiro, pela primeira vez na América Latina dar a demonstração de que é possível o mesmo povo que elege um político destituir esse político. Eu peço a Deus que nunca mais o povo brasileiro esqueça essa lição”.

Dilma sabia e sabe da roubalheira na Petrobrás e no resto do governo. E o seu partido é o maior beneficiário das fraudes e dos desvios de recursos.
 

20/11/2014 22:53:00
DO PRÓLOGO DO DIABO À OPERAÇÃO LAVA-JATO http://www.estemundopossivel.com.br/blog-ler.php?cod=277

Fazer o Diabo para Ganhar Eleição – Prólogo: Roubar muito dinheiro para comprar consciências, aliados e votos. Com os desdobramentos da Operação Lava-Jato vale reprisar a fala do ministro Gilmar Mendes sobre o significado das frases “eles não sabem do que somos capazes de fazer para garantir a reeleição” (autor: Lula) e “a gente faz o diabo quando da eleição” (autora: Dilma).

O pronunciamento de Gilmar Mendes foi feito no dia 5 de novembro, na sessão do TSE que acolheu o pedido do PSDB de auditoria no sistema de votação. Torço para que esta auditoria aconteça para checar se o sistema foi fraudado. A fraude eleitoral promovida pelo PT começou, porém, muito antes da votação.

Pronunciamento do ministro Gilmar Mendes:
https://www.youtube.com/watch?v=oc4EewZpEFY&feature=youtu.be

A Operação Lava-Jato revela a cada dia informações mais estarrecedoras do assalto ao dinheiro público promovido pela organização criminosa que governa o Brasil, envolvendo dirigentes de empresas públicas, empresários, executivos, lobistas, políticos e operadores. O foco inicial tem sido os bilhões roubados da Petrobras. As investigações chegam agora aos contratos no setor elétrico. Sabe-se que o PT transformou a corrução em política pública, que domina todo o governo. O dinheiro roubado falta nos hospitais, nas escolas, no transporte do trabalhador e na segurança pública.
 

19/11/2014 10:17:00
Ladrões milionários ilustram capas de jornais ao modo dos marginais pobres http://www.estemundopossivel.com.br/blog-ler.php?cod=276

Os jornais O Globo e Extra publicaram capas antológicas e edições históricas no dia 15 de novembro de 2014, com a cobertura da prisão de executivos de empresas e outros meliantes envolvidos no escândalo de corrupção na Petrobras, investigado pela Operação Lava-Jato.

As capas estampam a galeria de fotos de ladrões poderosos e milionários, que tomam do povo para aumentar a própria riqueza e financiar a permanência de seus comparsas no governo. O dinheiro que roubam é o que falta nos hospitais, nas escolas, no transporte público e na segurança do cidadão.

Uma parte da organização criminosa que governa o Brasil ilustrou as capas dos jornais ao modo dos rostos dos marginais pobres que abarrotam as prisões degradantes do país.


 

18/11/2014 11:51:00
A VIDA DURA DE DILMA E O PARTIDO DOS ESTRESSADOS http://www.estemundopossivel.com.br/blog-ler.php?cod=275

Convencidos de que têm o monopólio da bondade, alguns petistas só vão relaxar se puderem dar um tiro na nuca do último adversário.

Os dias seguintes à reeleição de Dilma estão sendo difíceis para o governo e tudo indica que isso vai piorar, deixando os petistas cada vez mais estressados. O aceno ao diálogo, no discurso da vitória, não convence. A presidente anunciou mais do mesmo e priorizou o projeto de reforma política que o partido quer para seguir no poder para sempre. Mesmo suada, a vitória parece ter embriagado a cúpula do partido e atiçado a tropa de choque, que seguiu com as provocações, deboches e agressões ao candidato derrotado e a seus eleitores, como se a campanha eleitoral não tivesse terminado.

A Câmara de Deputados não esperou a poeira assentar e rejeitou o decreto de criação dos chamados conselhos populares, projeto estratégico para controlar o que resta de autonomia na administração pública e para anular qualquer possibilidade de atuação independente do Congresso Nacional. Logo em seguida, Dilma teve de recuar (pela segunda vez) da ideia de um plebiscito para impor a sua reforma política. E o escândalo do “Petrolão Lava a Jato” envolveu mais personagens do governo, do partido e aliados.

SUCESSÃO DE DESGOSTOS

Na economia, o Banco Central teve de aumentar os juros já estratosféricos, uma medida que a candidata Dilma atribuía ao repertório de maldades da oposição. Para piorar, o governo teve de divulgar o rombo recorde de R$ 25 bilhões nas contas públicas e vai ter de pedir ao Congresso para mudar a Lei Orçamentária para se salvar do descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. A única vitória do PT na semana foi impedir a votação do processo de cassação do deputado André Vargas na Comissão de Constituição e Justiça. Vargas é aquele amigo do Youssef que abriu as portas do Ministério da Saúde para o laboratório da organização criminosa que colabora com o tesoureiro do partido.

A sucessão de desgostos talvez explique o mau humor dos petistas mesmo depois de vencer a eleição. Muitos estavam assustados no domingo 26 de outubro de 2014. Talvez a maioria. Aécio estava perto de Dilma, podia virar o jogo e ganhar a eleição. Era para a proclamação da vitória de Dilma ter desestressado esse pessoal.

CANDIDATOS A BODE

Mas parece que fica cada vez mais difícil sustentar o discurso de que o PT tem o monopólio da bondade e que não importam a incompetência, a mentira, a roubalheira e a desconstrução da democracia. E tem a ala da intolerância, cuja ferocidade aumenta a cada iniciativa e a cada pronunciamento da oposição, esbravejando acusações de golpismo e atacando a imprensa crítica. Esse pessoal só vai relaxar se puder dar um tiro na nuca do último adversário.

Tudo indica que a temporada de notícias ruins está apenas começando para o PT e o humor petista vai ficar ainda mais azedo. Será que vão ter fôlego para manter o clima de guerra da campanha eleitoral por muito tempo? Ou vão baixar as armas? Comenta-se que entregarão de vez a política econômica aos banqueiros. E vão ter de dar uma fatia maior do bolo do poder ao PMDB e outros partidos da base alugada. A conferir. Cabe lembrar que nessa troca de interesses está em jogo o controle total do poder judiciário, da imprensa e do sistema eleitoral. E os parceiros de hoje são candidatos a bodes expiatórios amanhã. Isso num organismo que depende da corrupção para respirar.

CONTA CARA

Nas democracias, a vitória na eleição dá legitimidade, mas não necessariamente sustentação política a quem vence. Pessoas que votam por interesse, medo e enganadas pela propaganda não são do tipo que dão sustentação a governos, a não ser por mais interesse, mais medo e mais mentira. E essa gente também começa a ficar desconfiada e apreensiva com a distância entre a propaganda e o gesto. O que será que o PT vai fazer com o preço da gasolina e as tarifas de energia? E com os investimentos em infraestrutura e mobilidade? Como vai destravar a indústria? Quando a saúde pública vai funcionar?

A metade do Brasil que foi dormir triste no domingo 26 de outubro de 2014 acordou na segunda com disposição para dobrar a aposta na democracia e no Brasil. Iniciativas de ação política estão acontecendo por todo o país, algumas talvez com açodamento e confusão, mas a maioria lúcidas e amadurecidas pela dureza da campanha eleitoral. Os 51 milhões de brasileiros que votaram em Aécio constituem uma multidão heterogênea, motivada por insatisfação e indignação, sem muita identidade política. Mas é inegável que o campo da resistência ao PT aumentou e diversificou. A derrota trouxe também vitórias importantes para a oposição, cuja responsabilidade aumentou. A conta da vitória ficou cara para o PT e parece que a vida vai continuar dura para a presidente por algum tempo.
 

03/11/2014 11:03:00
FATOS E VERSÕES http://www.estemundopossivel.com.br/blog-ler.php?cod=274

O acesso do eleitor à informação faz diferença na hora do voto? Texto do jornalista Luiz Fernando Brandão.

Aprendemos cedo, no ofício da comunicação, que as versões valem mais que os fatos. Essa máxima, se já serviu aos piores propósitos, para nossa miséria torna-se ainda mais válida e atual diante do que os estudiosos do comportamento humano qualificam de sociedade líquida. Um fenômeno em que o ritmo e a qualidade de nossas escolhas são ditados pela instantaneidade, e o trânsito ininterrupto e caótico de novas informações atropela a reflexão e passa a dar o tom às trocas afetivas e cognitivas.

O mesmo princípio, que decerto contribuiu para estigmatizar a atividade das relações públicas como a arte de distorcer a verdade em proveito próprio, está agora, no campo da política, a testar a um só tempo os limites de sua validade e os da capacidade humana de iludir e se deixar iludir.

Não se trata apenas de mudar de assunto quando os rumos da conversa contrariam nossos interesses e os fatos não estão do nosso lado. Muito menos de lançar mais luz sobre outros aspectos da questão, deixando à sombra aqueles que não somam a nossa argumentação. Ambos, respeitado um mínimo de decência e de bom senso, são recursos legítimos em qualquer discussão, e tendem a favorecer a acomodação de interesses e a solução de conflitos.

Estamos falando de negar os fatos, pura e simplesmente, mesmo que eles estejam esperneando diante de nossos olhos. Como se pudéssemos, por exemplo, negar que o dia e a noite se sucedem, e são caracterizados – pelo menos para os terráqueos que não estejam flanando no espaço sideral – por períodos de claridade e de escuridão. Da mesma forma, a lei da física que reza que a toda ação corresponde uma reação. Fatos tão simples não admitem versões, são à prova de relativização.

Mas não é o que defendem e praticam os experts na manipulação da opinião pública. Sobretudo os pertencentes à elite do ofício, os em geral muito bem remunerados (quando têm êxito) profissionais do marketing político. Eles sabem bem que, sob condições favoráveis, é mais do que possível emplacar qualquer versão, sejam quais forem os fatos. Sobretudo em um país de curta memória, com um contingente de dezenas de milhões de eleitores carentes de quase tudo, desde o acesso a saúde e educação até políticas públicas mais justas e distributivas.

Nunca antes houve tamanha facilidade de acesso a informação de qualidade – as pessoas têm hoje melhores condições de conhecer os fatos e suas diferentes interpretações, e basear suas escolhas na versão que lhes pareça mais digna de confiança. Mas isso, para a felicidade e os saldos bancários de muitos desses "marqueteiros", não parece fazer muita diferença na hora de escolher pelo voto democrático. Mesmo porque, no até aqui eterno país do futuro, boa parte dos eleitores está mais preocupada em sobreviver do que com denúncias de corrupção e programas de governo. Para quem não tem água para regar a horta nem comida suficiente para aguardar o dia seguinte, e não vê perspectivas de melhoria até o final de suas sofridas vidas, falar em planos de longo prazo é quase uma ofensa à inteligência e um convite à revolta.

Sonho com um dia em que, pelo menos nas decisões mais cruciais em que estejam em jogo os interesses coletivos, os fatos falem enfim mais alto que as versões. Com um povo majoritariamente educado, capaz de discernir entre posturas e defesas ideológicas e os interesses mais mesquinhos. Com um país menos desigual, governado por pessoas de mais qualidade, que aspirem ao mandato para tentar melhorar, em bases sustentáveis, as vidas do maior número possível de conterrâneos.

Existe outra máxima, esta no meio jornalístico, que diz que o sujeito que não muda de opinião mesmo diante das evidências mais gritantes está brigando com a fotografia. Enquanto vivermos sobre a Terra, a experiência até aqui indica, os dias e noites se sucederão. E nossas escolhas de hoje, para o bem ou para o mal, continuarão a determinar o tipo de amanhã que teremos de encarar. Com essa fotografia, pelo menos, ninguém consegue brigar.
 

20/10/2014 10:36:00
O PT RESSUSCITOU A DIREITA NO BRASIL http://www.estemundopossivel.com.br/blog-ler.php?cod=273

O petismo remanescente deixa um grande saldo de mistificação e rancor.

Tem sido recorrente nesta campanha eleitoral o apelo de partidários do PT à indulgência à corrupção no governo em nome de programas sociais e o repúdio às críticas à presidente Dilma em nome de seu passado na resistência à ditadura.

Talvez algumas pessoas se surpreendam ao saber que participei da luta contra a ditadura, fui preso e torturado no DOI-CODI. Procuro ser discreto em relação a isso, embora não me envergonhe nem me arrependa de minhas posições e ações políticas.

O fato de ter sido preso, torturado, vigiado e perseguido na ditadura não me torna melhor que ninguém nem me dá nenhuma autoridade.

Mas essa experiência me ensinou que não se deve tratar adversários políticos como inimigos nem usar técnicas goebbelslianas contra opositores, repetindo milhões de vezes mentiras com o propósito de transformá-las em verdades.

Pela mesma razão, considero vergonhoso o uso de slogans e discursos de justiça social para justificar o assalto ao estado e ao povo, das bilionárias transações na Petrobras aos desvios de dinheiro da merenda das crianças e do remédio dos hospitais.

Seja qual for o resultado desta eleição, a indigência argumentativa do petismo remanescente deixa um grande saldo de mistificação e rancor. É o resultado da divisão da sociedade em “nós e eles”, da desmoralização da política, da mercenarização da militância, da domesticação do movimento social, da transformação da corrupção em política de governo, da demonização dos adversários e desse projeto de "Reich de mil anos", entre tantas outras perversões e contrafações.

Ainda vai ser feito um inventário do estrago que estes 12 anos de PT causou à democracia brasileira. Consertar isso vai ser uma tarefa para gerações. E ainda não conseguimos superar a herança da ditadura.

Muitos petistas se aborreceram com isso e deixaram o partido, a exemplo de Marina Silva, Heloisa Helena, Fernando Gabeira, Hélio Bicudo, Cristovam Buarque, Francisco Oliveira e Vladimir Palmeira.

Os petistas remanescentes estão em companhia de Fernando Collor, José Sarney, Garotinho, Jader Barbalho, Paulo Maluf, Katia Abreu, Eike Batista e Fernando Cavendish.

Mesmo assim se consideram de esquerda e chamam os opositores de direitistas. Se refletissem um pouco, perceberiam que o PT perverteu a esquerda e ressuscitou a direita no Brasil.
 

17/10/2014 10:25:00