TEXTOS

Twitter
Facebook

Notas sobre o fim do mensalão

26/11/2013 | Comentários (0) | Por: Altamir Tojal

“Que abandonem a realidade é problema deles. O nosso é testemunhar o desfecho de uma aventura histórica, amparada no conceito de que os fins justificam os meios. Reconhecer isso é deixar a casca de uma esquerda autoritária e aceitar amplamente a democracia, sem se sentir dotado de uma causa superior a ela e, portanto, podendo atropelá-la”, do artigo do jornalista Fernando Gabeira, publicado no jornal O Estado de S. Paulo, em 22 de novembro de 2013. Este texto, lúcido e sereno, tem pelo menos quatro parágrafos memoráveis sobre este momento político do Brasil.

THE POLITICAL CHALLENGE OF INNOVATION*

26/08/2013 | Comentários (0) | Por: Altamir Tojal

The image of an "emerging country" disguises old "underdeveloped country" realities that still persist.

Good news, old ills

In the past few decades we have witnessed the dissemination of production processes in which the value of knowledge and the intensification of cooperation and communication networks are prevalent.

Although this introduces some good, new things, it also conserves and revives society’s old ills, reminding us of the also long-standing challenge to do something new that is better than the traditional way, or to at least avoid that problems are invented faster than our capacity to solve them.

And almost always this challenge is more political than technical.

Roteiro para sobreviver ao julgamento do mensalão

27/10/2012 | Comentários (0) | Por: Altamir Tojal

Por Marco Aurélio Nogueira*

Balanço do embate político em torno do julgamento do mensalão, com reflexões, provocações e especulações sobre a política brasileira e os papéis do PT e do PSDB até aqui e a partir de agora. O autor, Marco Aurélio Nogueira é professor titular de Teoria Política e diretor do Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais da Unesp. O texto, de outubro de 2012, foi publicado na página Gramsci e o Brasil.

A Comissão da Verdade vai convocar José Sarney?

07/06/2012 | Comentários (0) | Por: Altamir Tojal

Dirigentes civis da ditadura proveram os meios políticos para assassinatos e torturas

A Comissão da Verdade nasce com o poder de convocar pessoas que tenham relação com casos de tortura, morte, desaparecimento e ocultação de cadáveres, identificando e tornando públicas as estruturas, locais, instituições e circunstâncias relacionados aos crimes contra os direitos humanos, entre 1946 e 1988. O foco vai ser a Ditadura Civil-Militar, que controlou o Brasil de 1964 a 1979 (ou até 1985, como consideram alguns).

Será que a Comissão da Verdade pode convocar José Sarney, o eterno vencedor da política brasileira? Presidente do Senado, ele é o maior avalista do governo petista no Congresso Nacional. Oligarca do Maranhão, o estado mais miserável do Brasil, foi eleito governador em 1965, com o apoio do primeiro ditador, o general Castelo Branco. Foi presidente da Arena e do PDS, os partidos que sustentaram a farsa do parlamento durante a ditadura. Mudou de lado com o vento da democratização e quis a nossa tragédia que se tornasse Presidente da República.

Em seu curso no Collège de France, em 1975 e 1976, focado no tema do poder, Michel Foucault propôs a inversão do aforismo de Carl Von Clausewitz, segundo o qual “A guerra não é mais que a continuação da política por outros meios”. Foucault suspeita que ocorre o contrário: “A política é a continuação da guerra por outros meios”. Assim, diz, na aula de 7 de janeiro de 1976: “Sempre se escreveria a história dessa mesma guerra, mesmo quando se escrevesse a história da paz e de suas instituições”.

Vamos ver, portanto, a que veio a Comissão da Verdade: vai fundo sobre os dirigentes civis que proveram os meios políticos para assassinatos e torturas, ou vai reescrever a velha história da mesma guerra, restringindo suas investigações aos militares e policiais que fizeram o trabalho sujo nos porões? (Texto revisado em junho de 2012 - Continua)

 

A CORRUPÇÃO E SUA FILOSOFIA

12/04/2012 | Comentários (0) | Por: Altamir Tojal

Uma operação intelectual de indulgência à corrupção atribui ao moralismo a idéia de que o poder pode não ser corrupto.

Um dos aspectos intrigantes da política brasileira é o silêncio nas universidades e a ausência do movimento estudantil no debate e nas manifestações contra a corrupção e a impunidade, dois pilares tradicionais do poder da oligarquia, que foram transformados agora no Brasil em política pública universalizada e em padrão de governança. Isso se tornou intolerável para uma parcela expressiva da sociedade, mas não parece sequer inquietar a juventude e o meio acadêmico. Há duas pistas óbvias a seguir para chegar à razão dessa acomodação: a domesticação do movimento estudantil pelo governo e o aparelhamento partidário das universidades. E há outra, menos difundida, mas também relevante: o uso militante da idéia de que “o poder nasce da corrupção”.  (Texto revisado em abril de 2012 - Continua)

A aversão do PT à imprensa crítica

07/09/2011 | Comentários (1) | Por: Altamir Tojal

Texto publicado no Observatório da Imprensa, edição 658, de 6-9-2011. Clique aqui para ler na íntegra no portal do Observatório. Se tiver interesse e paciência, leia também os comentários. Até a manhã do dia seguinte (Dia da Pátria) eram seis, sendo um de apoio. Todos são interessantes e acho que os cinco contrários colaboram para reforçar os meus argumentos, seja pela fraqueza dos enunciados, seja pela truculência dos termos.

Há um morde e assopra no discurso PT em relação à mídia. Agora é notícia que o partido volta à carga em seu congresso contra a “mídia conspiradora e golpista”. Na posse, a presidente Dilma Rousseff dizia que “o barulho da imprensa livre é melhor que o silêncio das ditaduras”.

Não vamos nos iludir: o léxico pode variar de “controle” a “democratização”. Mas a aversão do PT à imprensa crítica aumentará porque não há lugar no mesmo espaço para a democracia e para um projeto de hegemonia que já aparelhou o Estado, adula o capital, domina os sindicatos, administra os movimentos sociais, manda nas universidades e avança sobre as instituições que ainda resistem ao seu controle.

A imprensa, como qualquer instituição, deve se submeter a regras democráticas. Mas quem ama mais a democracia que o poder não demoniza a imprensa crítica nem propõe limitá-la quando está por cima, porque sabe que vai precisar dela quando não for governo. A intolerância ao jornalismo crítico é o ponto de contato entre ditadores e arrivistas – é o que têm em comum o desesperado Bashar al-Assad, quando proíbe jornalistas estrangeiros em seu país, e o atrapalhado David Cameron, quando propõe aumentar a vigilância na internet.

A imprensa e a conta da inflação

09/05/2011 | Comentários (0) | Por: Altamir Tojal

Veiculado no Observatório da Imprensa em abril de 2011.

É recorrente a dúvida sobre a propriedade inflacionária das notícias e comentários sobre ameaças de descontrole de preços. A questão voltou agora, com os índices perto de 6,5% ao ano, o limite superior da meta do governo, e o debate sobre o melhor jeito de segurar o dragão. A imprensa está exagerando e botando lenha na fogueira?

A inflação é um tema crucial na vida de todos, principalmente do trabalhador. Mais inflação significa menos comida para os mais pobres, menos acesso à educação, pior qualidade de vida no presente e menos oportunidades no futuro.

Salário menor

A definição mais simples de inflação é salário menor a cada dia pelo mesmo trabalho. Para fazer conta redonda, se a inflação chegar a 10% ao ano, o assalariado vai trabalhar três dias de graça no último mês antes do reajuste. É um roubo, que poderia ir para as páginas de polícia.

Não parece razoável, portanto, querer que a imprensa trate a inflação com delicadeza, para evitar especulação, como também não é boa ideia esconder o Massacre de Realengo, para não estimular outros psicopatas.

O que merece reflexão na cobertura da inflação é a abordagem pseudocientífica. Tem muito economês e matemática, mas os maiores interessados ficam boiando sobre a razão do aumento da conta do supermercado e mais ainda sobre as alternativas de solução.

Ganhadores e perdedores

A cobertura predominante não dá conta do jogo de ganhadores e perdedores. Enquanto o assalariado perde, os investidores ganham. No final de um ano, com 10% de inflação, cada trabalhador de salário mínimo vai estar perdendo R$ 54,50 por mês. Quando o governo sobe os juros em 1%, os investidores ganham mais R$ 15 bilhões por ano, considerando a dívida interna de R$ 1,5 trilhão. Estes são apenas dois exemplos.

A discussão hoje está centrada no suposto dilema entre aumentar mais os juros ou apertar o crédito, entre outras medidas “macroprudenciais” (que nome!). O segundo caminho parece ser o preferido do governo e do Banco Central, porque sacrificaria menos o ritmo de crescimento econômico.

O problema é que não dá para confiar em nenhuma das duas saídas. O Brasil já paga a maior taxa de juros do mundo e desconfia-se que as tais medidas “macroprudenciais” equivalem a enxugar gelo, diante da enxurrada de dólares, do aumento do petróleo e da volta da indexação.

Esgotamento do pacto

Tudo indica que essa incerteza pode ser sintoma de um processo que vai além do debate econômico. Trata-se do esgotamento do pacto entre os bancos (e grandes empresas) e o governo, que assegurou, por um lado, lucros (acumulação de capital) nunca vistos no país, e, por outro, frouxidão nas contas públicas para garantir poder eleitoral.

Se isso for verdade, a tarefa que se coloca para a mídia é ainda mais complexa que descobrir causas, debater soluções e revelar ganhadores e perdedores no jogo da inflação. Será preciso articular tudo isso com a guerra política.

Pudor excessivo

Participei, na semana passada, com um breve depoimento, do Programa Observatório da Imprensa, na TV Brasil, que discutiu a cobertura da inflação pela mídia. Ancorado pelo jornalista Alberto Dines, houve um debate com o professor Luiz Roberto Cunha (PUC/RJ), o editor de economia Pedro Cafardo (Valor Econômico) e o colunista Vinicius Torres Freire (Folha de São Paulo).

Guardei desse programa a impressão de que fontes e jornalistas estão tratando do tema com pudor excessivo. Creio que há confiança demais nas técnicas à disposição do governo. E há pouca reflexão sobre a complexidade do problema. A volta da inflação é hoje uma ameaça real no Brasil e é um problema grave e difícil.

Perda de cidadania

A vitória sobre a inflação, nos anos 90, foi tão importante para os brasileiros quanto a redemocratização, na década de 80. A redemocratização trouxe a cidadania política. A estabilidade da moeda trouxe a cidadania econômica.

Com a inflação os pobres perdem muito, a classe média sofre, mas se defende, e os ricos ganham. Além das implicações econômicas e políticas, a inflação significa degeneração moral. Ao perder a referência do valor do dinheiro, a pessoa também perde dignidade e cidadania.

A corrupção como espetáculo

02/01/2010 | Comentários (1) | Por: Altamir Tojal

Em busca dos esconderijos da memória

02/01/2010 | Comentários (0) | Por: Altamir Tojal

MOVIMENTOS SOCIAIS E GOVERNOS

29/12/2008 | Comentários (0) | Por: Altamir Tojal

RECESSÃO E DILEMAS DUVIDOSOS

29/12/2008 | Comentários (0) | Por: Altamir Tojal

MONOPÓLIO DA FORÇA

17/07/2008 | Comentários (0) | Por: Altamir Tojal

CONDOR, O FILME

09/06/2008 | Comentários (1) | Por: Altamir Tojal

SUBPRIME, ESQUECEU?

01/03/2008 | Comentários (0) | Por: Altamir Tojal

ARMADILHA DO CRESCIMENTO

01/04/2007 | Comentários (0) | Por: Altamir Tojal

A ESQUERDA ENTERRADA VIVA

01/08/2006 | Comentários (0) | Por: Altamir Tojal

DIREITO AO SALÁRIO SOCIAL

01/07/2006 | Comentários (0) | Por: Altamir Tojal

O BOLSA FAMÍLIA E A LUTA POLÍTICA

01/07/2006 | Comentários (0) | Por: Altamir Tojal

NÃO É ESMOLA

01/11/2003 | Comentários (0) | Por: Altamir Tojal

FALSO DILEMA

01/01/2003 | Comentários (0) | Por: Altamir Tojal

Página 1 de 1  | 1

LIVROS

Livro Oasis

OÁSIS AZUL DO MÉIER

Oásis azul do Méier reúne oito histórias com diversidade de temas, ritmos, vozes e construções narrativas. Em comum, o encontro do insólito com o trivial.



Livro faz que não vê

FAZ QUE NÃO VÊ

O romance Faz que não vê é um thriller político sobre as Aventuras e conflitos de um ex-guerrilheiro no submundo dos negócios e da política.

ESTE MUNDO POSSÍVEL © | Todos os direitos reservados.
Todos os textos por Altamir Tojal, exceto quando indicado.
Antes de usar algum texto, consulte o autor.