
"Dá, Senhor, dá logo ela ao poeta! A amada, a que passa, a do sonho. Todas e uma. A cada verso, a cada poema, o amor acontece aqui em sins e nãos, junto e além, sempre verdadeiro e feliz, entre estupros e caixinhas de música. Amor ao amor. Mais que isso, amor ao desejo. Portanto, ao chegar à Carta ao Senhor, o vigésimo terceiro canto do livro, se contei direito (aconselho que não pule nenhum), você estará dominado, tomado de absoluta simpatia e total solidariedade ao poeta e também rogará ao Senhor para entregar-lhe a musa em carne, calor e perfume. E penso, leitora, se for você essa mulher desejada, ela mesma, desejará entregar-se depressa. Depois siga lendo - tem mais desejo e poesia - verso a verso, poema a poema.
Roberto Schneider fez muita gente rir e pensar com dois livros publicados nos anos oitenta, O guia do assaltado (Nórdica e Círculo do Livro) e As quatro virgens e a Corrente de Trewis Scott (Círculo do Livro), obras de humor leve e cruel, delicadamente abrasivo. Nesse gênero, há também uma coleção de histórias, ainda não publicadas, O rei e o abutre e outras fábulas da comunicação. Há a dramaturgia de O bom voyeur, em versos de amor e desprezo, desejos supremos e paixões sem fim. O mesmo coração e a mesma voz na diferença do tempo e na diversidade das formas. É uma obra que se evoca e se dá sentido, um percurso preciso no labirinto da literatura, coleção de encontros e escolhas, emoções e descobertas até o lugar da bela poesia deste Eus".
Este poeta nos deixou ao 59 anos, enquanto o seu Eus ainda estava no prelo. Jornalista, publicitário, escritor e pessoa de cultura e humor refinadíssimos, Roberto Schneider estreou como repórter na seleção de jornalistas da revista Visão, onde atuavam Zuenir Ventura, Vladimir Herzog, Luís Weis, Otto Maria Carpeaux e Luiz Alberto Bahia, entre outros. Foi redator publicitário e, mais tarde, diretor de diversas agências de propaganda. Foi chefe da Assessoria de Comunicação Social da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e consultor de comunicação de outras empresas e instituições.
Altamir,
Obrigado pela linda homenagem ao nosso querido Roberto.
Bjo,
Cida
Caro Altamir: nao o conheço pessoalmente, mas fico profundamente grato pela homenagem e palavras dirigidas ao meu amado irmão . Posso asseverar que Roberto, ainda que tenha tido breve passagem nesse mundo, deixou saudades insuportáveis e um legado de inteligencia, amor e refinadissimo bom humor. grande abraço
Altamir, embora tenha conhecido muito bem o Roberto Schneider, confesso que nunca li nada escrito por ele, exceto textos publicitários. Diante de seu excelente comentário, porém, vou procurar os livros para ler. Obrigada, valeu!
Altamir,
Legal esta homenagem ao nosso querido e lindo amigo Roberto.
O nosso garoto, como ele costumava dizer,(meu garoto...), deve estar feliz com esta homenagem.
Beijo,
Cris