Altamir Tojal

LIVROS

Livro Oasis

OÁSIS AZUL DO MÉIER

Oásis azul do Méier reúne oito histórias com diversidade de temas, ritmos, vozes e construções narrativas. Em comum, o encontro do insólito com o trivial.



Livro faz que não vê

FAZ QUE NÃO VÊ

O romance Faz que não vê é um thriller político sobre as aventuras e conflitos de um ex-guerrilheiro no submundo dos negócios e da política.

IDEIAS

Resistência ao Império e a conta do salário social reúne reflexões sobre o tema da resistência e o financiamento da renda de cidadania.

LINKS

Observatório da Imprensa - De olho na mídia

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/index.asp

Plurale - Ação, cidadania, ambiente

http://www.plurale.com.br/index.php

Guaikuru - Arte, filosofia e política

http://guaikuru.blogspot.com/

Nadanonada - Lúcia Bettencourt, Literatura

http://www.nadanonada.blogspot.com

Fullbag - Literatura

http://fullbag.blogger.com.br

Tectônicas - Poesia

http://blogtectonicas.blogspot.com

Renda Básica de Cidadania

http://www.rendabasicadecidadania.org/

Instituto Millenium

http://www.imil.org.br/

BLOG

FIM MELANCÓLICO DO REGIME PETISTA

14/04/2016 | Comentários (0) | Política | Por: Altamir Tojal

Só há uma coisa a comemorar nesse fim melancólico do regime petista. É o gosto que boa parte da sociedade tomou pela política.

Ninguém tem motivo para ficar alegre com a decepção dos que foram enganados pelo discurso da esperança e da justiça, com o desespero dos desassistidos pelos serviços públicos e muito menos com a frustração dos 8 milhões de desempregados e a inquietação dos 60 milhões de endividados inadimplentes.

Sobra ansiedade diante do legado de inflação, queda na produção, sucateamento da saúde e da educação, destruição da Petrobras, rombos no FGTS e fundos de pensão, disseminação da corrupção, acirramento de conflitos sociais, a angústia de todo um país.

Não há o que festejar e também não é preciso esperar a decisão da Câmara no próximo domingo sobre o impeachment da presidente Dilma – ou o julgamento final do Senado – para celebrar o réquiem do governo. O regime petista acabou. O que presenciamos hoje é a agonia de seus fantasmas, o estertor de uma presidente irada discursando para claques no palácio, o esforço frenético para comprar aliados e o rumor patético dos acólitos reverberando a narrativa farsesca de um golpe.

A presidente acusa o processo de impeachment de golpe. Não é verdade. O pedido formulado por Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaina Paschoal tramita desde dezembro no Congresso, seguindo rito definido pelo STF, com respeito ao contraditório e ao direito de defesa, totalmente às claras, com cobertura da imprensa e amplo debate na sociedade.

A presidente diz que as pedaladas fiscais e demais delitos apontados no pedido de impeachment não configuram crimes. Não é verdade. São atos de sua responsabilidade direta que ferem leis e a Constituição.

A presidente atribui a crise a adversários que não a deixam governar. Não é verdade. Ela não governa porque é incompetente, arrogante e está desmoralizada por chefiar um governo responsável pelos maiores escândalos de corrupção de que se tem notícia no planeta.

A presidente afirma que seus adversários querem destituí-la para acabar com os programas sociais. Não é verdade. Nenhum líder ou força política é capaz de governar o Brasil sem preservar e aprimorar os serviços públicos, as políticas afirmativas e a distribuição de renda.

Os regimes não morrem do dia para noite. Vão morrendo. Quando acabou a ditadura no Brasil? Em 1979 com a anistia e a revogação dos atos institucionais? Em 85 com o fim do governo Figueiredo? Ou em 88 com a Constituição? Ou foi muito antes, quando o modelo econômico esgotou e a resistência da sociedade aumentou?

Quando terminou o regime petista? O petismo do sonho socialista sequer chegou ao poder. Logo no primeiro mandato, Lula entregou a economia aos bancos, sem nenhum sistema de freios e contrapesos, iniciando uma era de lucros recordes, taxas de juros recordes e endividamento geral de uma população seduzida mais pelo consumismo que pelo bem estar.

O petismo da honestidade e da justiça também não alcançou o poder. Foi logo trocado pela aliança com o empresariado mais voraz e com as lideranças políticas mais retrógradas, que rapinaram a Petrobras, o BNDES, a poupança voluntária e compulsória dos trabalhadores em conluio com a máquina política e burocrática do partido.

Quando terminou o regime petista? Foi com a decisão de comprar a alma dos movimentos sociais anulando sua potência crítica? Foi com a decisão de substituir a política pelo leilão de apoio parlamentar com o Mensalão? Foi com a decisão de aparelhar as estatais e órgãos públicos transformando a corrupção em política pública? Foi com a decisão de tornar a mentira seu principal cabo eleitoral?

Seja qual for o resultado da votação na Câmara de Deputados neste domingo, 17 de abril de 2016, será apenas mais uma etapa dessa história vergonhosa. Se Dilma, Lula e o PT vencerem, a agonia vai continuar com o acirramento da crise, o aprofundamento da Lava Jato, o processo de cassação da Chapa Dilma-Temer no TSE e a pressão popular.

Se Dilma, Lula e o PT perderem, o governo que surgirá terá de ser transitório. Deve durar o suficiente para convocar eleições limpas e dar posse ao presidente eleito. Se não fizer isso, vai ser breve do mesmo jeito, igualmente por conta da Lava Jato, do processo no TSE e da pressão popular.

O legado positivo de toda essa crise é a politização da sociedade. Hoje a política está no coração, na cabeça, na conversa e na preocupação do brasileiro. Os milhões que se manifestam nas ruas e nas redes contra a corrupção, o aparelhamento e a destruição da economia não vão admitir a continuidade desse governo nem vão aceitar gambiarra política dos que abandonam o barco do petismo na hora do naufrágio.

A maioria absoluta dos cidadãos quer a saída de Dilma e o fim do regime petista. E não quer mais jeitinho. A sociedade tomou gosto pela luta. Sabe que vai ter de resgatar o próprio destino. Vai ter de reconstruir o Brasil. O caminho é o debate político, o voto e a democracia.

SOCIEDADE NÃO ACEITA GAMBIARRA POLÍTICA. GOVERNO TEMER TERÁ DE SER DE TRANSIÇÃO.

26/03/2016 | Comentários (0) | Política | Por: Altamir Tojal

Cidadão toma gosto pela política na rede e na rua

Podem ter certeza: quem foi pra rua no 13 de março não vai aceitar gambiarra política. A sociedade sabe que um eventual Governo Temer não terá capacidade para tirar o Brasil da crise política, moral e econômica. O governo que surgirá do impeachment de Dilma terá de ser transitório, o mais breve possível. Deve durar o suficiente para convocar eleições limpas e dar posse ao presidente eleito. Se não fizer isso, vai ser breve do mesmo jeito em decorrência da Lava Jato, do processo de cassação da Chapa Dilma-Temer no TSE e da pressão popular.

A sociedade dobrou a meta no dia 13 de março. Deu mais um passo na campanha democrática para afastar do poder a organização criminosa que desgoverna o Brasil. E vai perseverar. Mais de 6 milhões de brasileiros deram o recado claro nas ruas: não queremos mais a quadrilha de pixulecos e acarajés destruindo o nosso presente e roubando o nosso futuro. A maioria absoluta dos cidadãos quer a saída de Dilma e o fim do regime petista. E não quer mais jeitinho. A sociedade tomou gosto pela luta. Vai resgatar o próprio destino. Sabe que vai ter de reconstruir o Brasil. E que o serviço vai ser duro. O dia 13 de março de 2016 já é um marco da democracia. Lula, Dilma, PT e asseclas escorrem melancolicamente para o esgoto da história. Os que não ouvirem a voz da sociedade correm o risco de ir junto.

#ImpeachmentJá
#DecideTSE
#EleiçõesLimpasJá

TEXTOS


Notas sobre o fim do mensalão

26/11/2013 | Comentários (0) | Por: Altamir Tojal

“Que abandonem a realidade é problema deles. O nosso é testemunhar o desfecho de uma aventura histórica, amparada no conceito de que os fins justificam os meios. Reconhecer isso é deixar a casca de uma esquerda autoritária e aceitar amplamente a democracia, sem se sentir dotado de uma causa superior a ela e, portanto, podendo atropelá-la”, do artigo do jornalista Fernando Gabeira, publicado no jornal O Estado de S. Paulo, em 22 de novembro de 2013. Este texto, lúcido e sereno, tem pelo menos quatro parágrafos memoráveis sobre este momento político do Brasil.

ESTE MUNDO POSSÍVEL © | Todos os direitos reservados.
Todos os textos por Altamir Tojal, exceto quando indicado.
Antes de usar algum texto, consulte o autor.